sábado, 25 de setembro de 2010

Busco por meus medos

Busco por meus medos,
por bosques e arvoredos
sentido para minha viagem.
Que farei a seguir?
Só me apetece partir
para meu sonho de miragem.

Será efémero o que quero?
Como serei eu certo de incertezas?
Sei que meu próprio mundo impero,
e poderei queimá-lo como Nero.
Pobres ideias solitárias e indefesas.

E se tenho alguma,
só tenho esta certeza:
Prefiro ser sonhador vagabundo
que ser miserável com riqueza,
que riqueza não tem nenhuma…




André Santos 12/04/2010

sábado, 11 de setembro de 2010

osrevni odnum O

.raza ograma, azetsirT
.azetrec ad e memoh od rairC
oa, ranicula a adiv ad azerboP
.azelaer sioped es-anrot, rassapartlu

.osrev adac a, adan od mev, roD
.rodra e oidó moc rahlo osrevreP
, ossecxe me odnauq etsixe ós, romA
. rolf ad etsirt ratorb o , osrevni ossecorP



sotnaS érdnA
o1o2/20/21


(Ps: Lê-se da direita para a esquerda)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Nostalgia

Não venhas agora lembrança!
Assim lágrimas escorregarão inutilmente...
Sou emoção porque sou gente,
sou o que restou da minha infância.

Não me assoles com memórias,
com saudades, com histórias,
com medos, com perdas...

Sei bem demais a tua essência
apesar de disfarçares tua aparência
em olhares sonhadores e palavras incertas...

Tarde demais, já não controlo
as proporções do meu próprio choro,
do que fui e do que temo...
E vejo que nem te mostras arrependida,
tu... culpada Nostalgia
por esta noite dramática de inferno.


André Santos

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Banal...

Passam onze minutos das cinco da manhã e encontro-me exactamente no mesmo lugar à umas horas, acorrentado pelo tédio macabro desta noite de verão. Sinto-me cansado mas não me apetece dormir apesar de ter de o fazer, pelo menos se quiser acordar a horas "convenientes" amanhã: Nunca gostei de acordar muito tarde mas por outro lado, gosto demasiado de dormir, pois durante o sono todos os desejos e emoções refundidos dispertam e correm sem ordem no meu inconsciente. Já à tempos que vou vendo se escrevo de novo em poesia, essa vida paralela, mas o descanso mental desactivou algumas conexões importantes para a minha actividade cerebral.
Conversa fiada e não sei se chego a algum lado nem sei se o tenciono fazer... ultimamente tenho-me sentido demasiado "banal" neste mundo, o que me deixa um pouco vazio... diria triste. Mas continuarei a seguir o que sonho e acredito, só assim me sentirei menos "banal", ou seja "especial" no sentido de marcar o próximo positivamente.
Se há conselho que gosto de dar, é que sigam os vossos sonhos acima de tudo... se se acharem demasiado "banais" (o que concerteza não são), tentem ao menos ser especiais para as pessoas que têm perto de vocês... a essas sim, devem a vossa "especialidade".

Bem, chega de conversa que se faz tarde.
Depois disto, amanhã concerteza me sentirei mais "especial" :)

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Talvez...

Na eventualidade de não ter postado ultimamente, talvez postarei agora... talvez. Em principio sim, não há nada que me impeça de não postar e, mesmo que não goste desta minha criação espontânea, não me esforçarei para a melhorar ao ponto de ficar uma obra-prima... Já agora... o que é uma obra-prima? Secalhar estou a fazer uma e não sei... é tudo muito complexo e não fui bem feito para pensar apesar de admitir que por vezes dá jeito.
(...) Relendo tudo o que escrevi, reparei na falta de conteudo destas palavras juntas... Talvez o sentido seja mesmo esse: Para criar, simplesmente ao juntarmos palavras, mesmo sem ideia predefinida, mesmo que saia algo bizarro e ridículo, grande parte dos momentos marcantes da nossa vida também são assim... simples, bizarros e ridiculos... não há nada mais especial que isto.


Vá...

segunda-feira, 8 de março de 2010

Olho para o cais

Olho para o cais,
Não tenho barco, só horizonte.
O mar é longo e desejo tê-lo.
Passas por mim e onde vais?
Para a terra onde tudo se esconde,
Ou seguirás por teu azul belo?

Em mim tenho o céu,
Que lá longe beija o solo.
Confuso Vivo, e morrerei de certeza.
Tudo existe, mesmo no breu,
Como suave e insípido golo
Em garganta inflamada de pureza.



André Santos

domingo, 7 de março de 2010

Cheira a manhã...

Cheira a manhã…
Acordo cheio de vazio.
Frieza e apatia vã,
conhece-me hoje e não amanhã,
porque só a mudança eu crio.

Porque é que sou diferente
sendo apenas eu em tudo?
Porque é que vivo confuso e descontente?
Será o meu sonho insuficiente?
Como é instável o meu escudo…

Sinto-me vazio…
Nada que diga me faz sentido:
Como um corpo morto e frio,
que, inexplicavelmente, sentiu
desejo incansável de não ter arrefecido.





André Santos