Voltando atrás no tempo,
vendo Aquiles de pés velozes
aniquilar Heitor, grande guerreiro,
sem piedade, golpes vis e atrozes.
Mas com flechas e calcanhares,
Tróia não cai antes de Aquiles.
Apenas quando Ulisses,
astuto, de mil olhares,
resolve dar um Cavalo como brinde.
E, notando na Terra
que Atlas carrega
no Tártaro, profundezas de Hades.
Desejava viver mil aventuras
como Hércules, e ser gravura
de cem mitos e cem verdades.
Mas caminho numa sociedade
sem Heróis nem magia...
Onde o ser já não se enaltece com poesia,
mas com um papel que se diz com valor...
Oxalá tudo voltasse à época da criação,
que tudo era comandado pela imaginação.
André Santos
18/10/2010
Pensa... para quê teres olhos e visão? Se constantemente vês com olhares alheios. Vê o mundo com os teus olhos, como tu o queres ver. Se o vires como os outros já não és tu que o vês...
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Hoje
Hoje, dia um a partir de ontem,
acordo com vontade de saber
para onde vai e de onde vem
esse teu nada para dizer.
Chego do passado para o presente,
procurando por um futuro.
Nada sei, não sou vidente,
caminho sem cessar, crente
que no lugar certo perduro...
E julgar que já caminhei
sem saber tê-lo feito...
É ser soberano sem ser rei,
ser um sonho sem conceito.
André Santos
6/10/2010
acordo com vontade de saber
para onde vai e de onde vem
esse teu nada para dizer.
Chego do passado para o presente,
procurando por um futuro.
Nada sei, não sou vidente,
caminho sem cessar, crente
que no lugar certo perduro...
E julgar que já caminhei
sem saber tê-lo feito...
É ser soberano sem ser rei,
ser um sonho sem conceito.
André Santos
6/10/2010
sábado, 2 de outubro de 2010
Silêncio
Podendo escutar meio mundo,
recuso fazê-lo, não por teimosia.
Mas por achar que o mais profundo
está no espaço mais suave que conhecia.
Muita gente o teme,
medo do que ele as possa trazer.
Com ele eu tudo escuto e nada me fere,
oiço as pedras do chão, os pingos da chuva a bater...
Estou sozinho, só com os pensamentos,
que me fazem ver de longe o que mais anseio.
A crónica de quem espera e nunca veio
resgatar os momentos guardados na gema...
Por me inundar com essa bravura que pára o tempo
Agradeço a ti, oh Silêncio, por seres a razão deste poema.
André Santos
03/10/2010
recuso fazê-lo, não por teimosia.
Mas por achar que o mais profundo
está no espaço mais suave que conhecia.
Muita gente o teme,
medo do que ele as possa trazer.
Com ele eu tudo escuto e nada me fere,
oiço as pedras do chão, os pingos da chuva a bater...
Estou sozinho, só com os pensamentos,
que me fazem ver de longe o que mais anseio.
A crónica de quem espera e nunca veio
resgatar os momentos guardados na gema...
Por me inundar com essa bravura que pára o tempo
Agradeço a ti, oh Silêncio, por seres a razão deste poema.
André Santos
03/10/2010
sábado, 25 de setembro de 2010
Busco por meus medos
Busco por meus medos,
por bosques e arvoredos
sentido para minha viagem.
Que farei a seguir?
Só me apetece partir
para meu sonho de miragem.
Será efémero o que quero?
Como serei eu certo de incertezas?
Sei que meu próprio mundo impero,
e poderei queimá-lo como Nero.
Pobres ideias solitárias e indefesas.
E se tenho alguma,
só tenho esta certeza:
Prefiro ser sonhador vagabundo
que ser miserável com riqueza,
que riqueza não tem nenhuma…
André Santos 12/04/2010
por bosques e arvoredos
sentido para minha viagem.
Que farei a seguir?
Só me apetece partir
para meu sonho de miragem.
Será efémero o que quero?
Como serei eu certo de incertezas?
Sei que meu próprio mundo impero,
e poderei queimá-lo como Nero.
Pobres ideias solitárias e indefesas.
E se tenho alguma,
só tenho esta certeza:
Prefiro ser sonhador vagabundo
que ser miserável com riqueza,
que riqueza não tem nenhuma…
André Santos 12/04/2010
sábado, 11 de setembro de 2010
osrevni odnum O
.raza ograma, azetsirT
.azetrec ad e memoh od rairC
oa, ranicula a adiv ad azerboP
.azelaer sioped es-anrot, rassapartlu
.osrev adac a, adan od mev, roD
.rodra e oidó moc rahlo osrevreP
, ossecxe me odnauq etsixe ós, romA
. rolf ad etsirt ratorb o , osrevni ossecorP
sotnaS érdnA
o1o2/20/21
(Ps: Lê-se da direita para a esquerda)
.azetrec ad e memoh od rairC
oa, ranicula a adiv ad azerboP
.azelaer sioped es-anrot, rassapartlu
.osrev adac a, adan od mev, roD
.rodra e oidó moc rahlo osrevreP
, ossecxe me odnauq etsixe ós, romA
. rolf ad etsirt ratorb o , osrevni ossecorP
sotnaS érdnA
o1o2/20/21
(Ps: Lê-se da direita para a esquerda)
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Nostalgia
Não venhas agora lembrança!
Assim lágrimas escorregarão inutilmente...
Sou emoção porque sou gente,
sou o que restou da minha infância.
Não me assoles com memórias,
com saudades, com histórias,
com medos, com perdas...
Sei bem demais a tua essência
apesar de disfarçares tua aparência
em olhares sonhadores e palavras incertas...
Tarde demais, já não controlo
as proporções do meu próprio choro,
do que fui e do que temo...
E vejo que nem te mostras arrependida,
tu... culpada Nostalgia
por esta noite dramática de inferno.
André Santos
Assim lágrimas escorregarão inutilmente...
Sou emoção porque sou gente,
sou o que restou da minha infância.
Não me assoles com memórias,
com saudades, com histórias,
com medos, com perdas...
Sei bem demais a tua essência
apesar de disfarçares tua aparência
em olhares sonhadores e palavras incertas...
Tarde demais, já não controlo
as proporções do meu próprio choro,
do que fui e do que temo...
E vejo que nem te mostras arrependida,
tu... culpada Nostalgia
por esta noite dramática de inferno.
André Santos
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Banal...
Passam onze minutos das cinco da manhã e encontro-me exactamente no mesmo lugar à umas horas, acorrentado pelo tédio macabro desta noite de verão. Sinto-me cansado mas não me apetece dormir apesar de ter de o fazer, pelo menos se quiser acordar a horas "convenientes" amanhã: Nunca gostei de acordar muito tarde mas por outro lado, gosto demasiado de dormir, pois durante o sono todos os desejos e emoções refundidos dispertam e correm sem ordem no meu inconsciente. Já à tempos que vou vendo se escrevo de novo em poesia, essa vida paralela, mas o descanso mental desactivou algumas conexões importantes para a minha actividade cerebral.
Conversa fiada e não sei se chego a algum lado nem sei se o tenciono fazer... ultimamente tenho-me sentido demasiado "banal" neste mundo, o que me deixa um pouco vazio... diria triste. Mas continuarei a seguir o que sonho e acredito, só assim me sentirei menos "banal", ou seja "especial" no sentido de marcar o próximo positivamente.
Se há conselho que gosto de dar, é que sigam os vossos sonhos acima de tudo... se se acharem demasiado "banais" (o que concerteza não são), tentem ao menos ser especiais para as pessoas que têm perto de vocês... a essas sim, devem a vossa "especialidade".
Bem, chega de conversa que se faz tarde.
Depois disto, amanhã concerteza me sentirei mais "especial" :)
Conversa fiada e não sei se chego a algum lado nem sei se o tenciono fazer... ultimamente tenho-me sentido demasiado "banal" neste mundo, o que me deixa um pouco vazio... diria triste. Mas continuarei a seguir o que sonho e acredito, só assim me sentirei menos "banal", ou seja "especial" no sentido de marcar o próximo positivamente.
Se há conselho que gosto de dar, é que sigam os vossos sonhos acima de tudo... se se acharem demasiado "banais" (o que concerteza não são), tentem ao menos ser especiais para as pessoas que têm perto de vocês... a essas sim, devem a vossa "especialidade".
Bem, chega de conversa que se faz tarde.
Depois disto, amanhã concerteza me sentirei mais "especial" :)
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