Apetece-me fugir, correr
sem destino nem estrada.
Passar pelas ruas e perceber,
que nunca me disseram nada.
Quero sumir, desaparecer,
andar perdido na caminhada.
Sentir momentos a perecer,
e outros a nascer pela geada.
Cansado, eu já fiquei, pesado,
vítima da intempérie daquele trilho.
Mas antes ser odiado que mal amado,
por isso seguirei, mesmo carregado
daquilo que mais dói e eu não partilho.
André Ortega
4/04/2011
Pensa... para quê teres olhos e visão? Se constantemente vês com olhares alheios. Vê o mundo com os teus olhos, como tu o queres ver. Se o vires como os outros já não és tu que o vês...
segunda-feira, 4 de abril de 2011
domingo, 13 de março de 2011
Ri!
Ri! Ri com toda a tua força,
até a respiração te custar!
Para que, a quem te veja ou ouça,
possas tu contaminar.
Ri sem limites, sem medos!
Este é o melhor analgésico.
Cura sofrimentos e enredos,
sem ajuda de revistas ou médicos.
Ri e gargalha em contornos de maluquice,
a correr, sentado ou de pé!
Porque se o mundo todo sorrisse,
então hoje seria bem melhor do que é!
Gargalho estas palavras, incansavelmente
escrevo sem saber o que o que escrevo.
A seriedade é dúbia e mentirosamente,
corrompe sociedades, cépticos e crentes.
Que riam com vontade, a dizer me atrevo!
E corajosos são aqueles,
que riem da sua própria tristeza,
da sua própria solidão.
Verdade só é verdade quando sorri.
Por isso ri, com a única certeza,
de que se não o fizeres, tudo é em vão.
André Ortega
13/03/2011
até a respiração te custar!
Para que, a quem te veja ou ouça,
possas tu contaminar.
Ri sem limites, sem medos!
Este é o melhor analgésico.
Cura sofrimentos e enredos,
sem ajuda de revistas ou médicos.
Ri e gargalha em contornos de maluquice,
a correr, sentado ou de pé!
Porque se o mundo todo sorrisse,
então hoje seria bem melhor do que é!
Gargalho estas palavras, incansavelmente
escrevo sem saber o que o que escrevo.
A seriedade é dúbia e mentirosamente,
corrompe sociedades, cépticos e crentes.
Que riam com vontade, a dizer me atrevo!
E corajosos são aqueles,
que riem da sua própria tristeza,
da sua própria solidão.
Verdade só é verdade quando sorri.
Por isso ri, com a única certeza,
de que se não o fizeres, tudo é em vão.
André Ortega
13/03/2011
domingo, 6 de março de 2011
Paciente do Quarto Nº 7
Acordo numa manhã,
ou será tarde? Pouco importa.
No mesmo estado, longe de sã,
e ninguém a entrar pela porta...
Não passo de mais uma,
num quarto de branco infinito.
A solidão é a doença mais dura,
qual tumor, qual amargura...
O coração abranda aflito...
No quarto nº 7, sou paciente,
mas a minha paciência esgotou.
Estou apenas de corpo presente,
pois a alma aproveitou e escapou.
E ao virar a minha cabeça,
olho as nuvens pela janela,
e seja o que for que aconteça,
lembrar-se-ão de mim de certeza.
Nunca as deixei, e contento-me ao vê-las.
Sei que me querem bem,
mas não ficarei bem como queriam.
Já lhes dei nomes, até convém
tratar, quando se tem alguém,
por alcunhas, e dar-lhes o que mereciam.
Vejo que hoje estão amargas,
acinzentaram-se e choram compulsivas.
Não se preocupem amigas amadas:
A minha vida toda foi feita de nadas,
e agora por vós, acaba preenchida...
André Ortega
07/03/2011
ou será tarde? Pouco importa.
No mesmo estado, longe de sã,
e ninguém a entrar pela porta...
Não passo de mais uma,
num quarto de branco infinito.
A solidão é a doença mais dura,
qual tumor, qual amargura...
O coração abranda aflito...
No quarto nº 7, sou paciente,
mas a minha paciência esgotou.
Estou apenas de corpo presente,
pois a alma aproveitou e escapou.
E ao virar a minha cabeça,
olho as nuvens pela janela,
e seja o que for que aconteça,
lembrar-se-ão de mim de certeza.
Nunca as deixei, e contento-me ao vê-las.
Sei que me querem bem,
mas não ficarei bem como queriam.
Já lhes dei nomes, até convém
tratar, quando se tem alguém,
por alcunhas, e dar-lhes o que mereciam.
Vejo que hoje estão amargas,
acinzentaram-se e choram compulsivas.
Não se preocupem amigas amadas:
A minha vida toda foi feita de nadas,
e agora por vós, acaba preenchida...
André Ortega
07/03/2011
sábado, 5 de março de 2011
Poeta é Filósofo
Poeta não é filósofo,
pois não pensa, só transmite
aquilo que absorveu
e a natureza humana omite.
Nos dias de hoje
para pensar é preciso estofo,
vida recheada e bem composta.
A sociedade até cheira a mofo
da mente supérflua e mal disposta.
Não sei se poeta é filósofo,
porque se transmitiu, foi porque pensou...
Esta própria afirmação me confirmou,
que fui eu aquele que se iludiu
na realidade ilusória que me sequestrou...
Mas sei que o meu mundo
é onde só se imagina.
Fecho os meus olhos e viajo
sem querer saber do que se aproxima.
Afinal sim, o poeta é um filósofo!
Afirmo porque realmente o sinto!
E nada mais puro que este momento:
Como sol que ilumina caminho de labirinto,
a verdade sempre se ofusca com o sentimento.
André Ortega
06/03/2011
pois não pensa, só transmite
aquilo que absorveu
e a natureza humana omite.
Nos dias de hoje
para pensar é preciso estofo,
vida recheada e bem composta.
A sociedade até cheira a mofo
da mente supérflua e mal disposta.
Não sei se poeta é filósofo,
porque se transmitiu, foi porque pensou...
Esta própria afirmação me confirmou,
que fui eu aquele que se iludiu
na realidade ilusória que me sequestrou...
Mas sei que o meu mundo
é onde só se imagina.
Fecho os meus olhos e viajo
sem querer saber do que se aproxima.
Afinal sim, o poeta é um filósofo!
Afirmo porque realmente o sinto!
E nada mais puro que este momento:
Como sol que ilumina caminho de labirinto,
a verdade sempre se ofusca com o sentimento.
André Ortega
06/03/2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
Mendigo
De passagem passam seres vazios,
com a mão no bolso porque temem.
E aquilo que os faz ser tão frios,
está nessa algibeira, doentios
dedos que a si mesmos ferem.
Naquele apertar, naquele papel.
E quem sou eu nesta postura?
Deitado, ensanguentado,
a viver em passeios de sujidade...
E sempre a mim fui fiel...
Apenas nunca estive a altura
desse ar sem orgulho, pois foi vendido,
prefiro ficar no entulho, fortalecido
contra tal fútil e mediocridade...
E contempla bem o meu olhar,
pois sei que te enojo e te repugno...
Mas mais repugnante é ver que o teu nada tem.
Preenchido por nada, esse olhar é turvo,
sem amor nem vida... sem ninguém.
André Ortega
03/03/2011
com a mão no bolso porque temem.
E aquilo que os faz ser tão frios,
está nessa algibeira, doentios
dedos que a si mesmos ferem.
Naquele apertar, naquele papel.
E quem sou eu nesta postura?
Deitado, ensanguentado,
a viver em passeios de sujidade...
E sempre a mim fui fiel...
Apenas nunca estive a altura
desse ar sem orgulho, pois foi vendido,
prefiro ficar no entulho, fortalecido
contra tal fútil e mediocridade...
E contempla bem o meu olhar,
pois sei que te enojo e te repugno...
Mas mais repugnante é ver que o teu nada tem.
Preenchido por nada, esse olhar é turvo,
sem amor nem vida... sem ninguém.
André Ortega
03/03/2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
O Cubo Mágico
Olho para ti como quem olha um mundo,
complexo, efémero e encardido.
Sabendo lá que eras diamante em bruto,
num lago imundo escondido.
Gostava de te resolver sem te questionar,
mas sem questões, os problemas se multiplicam.
E só a mim mesmo me posso explicar
as soluções que os mesmos justificam.
E eu podia ser mais, mas não sou. Chiça!
Dor no peito de quem quis e não mudou.
O pior inimigo de um génio é a preguiça,
que leva ao Hades a vida de quem criou.
André Ortega
31/01/2011
(Escrito para a curta-metragem "O Cubo Mágico", escrita por... mim xD)
complexo, efémero e encardido.
Sabendo lá que eras diamante em bruto,
num lago imundo escondido.
Gostava de te resolver sem te questionar,
mas sem questões, os problemas se multiplicam.
E só a mim mesmo me posso explicar
as soluções que os mesmos justificam.
E eu podia ser mais, mas não sou. Chiça!
Dor no peito de quem quis e não mudou.
O pior inimigo de um génio é a preguiça,
que leva ao Hades a vida de quem criou.
André Ortega
31/01/2011
(Escrito para a curta-metragem "O Cubo Mágico", escrita por... mim xD)
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Mensagem
Há sempre algo mais a descobrir,
escondido, por nós mesmos, encoberto.
Mas não há outra forma de sentir
senão com o coração. Há que fugir
da banalidade deste deserto...
E porquê viver só por viver,
Se conhecer é mais que isso?
Para quê ambicionar fazer,
sem andar no chão que piso?
Porque a Terra roda, pequena,
E o dia que acaba, não sabemos...
Mais vale fazer valer a pena,
aquele pouco nada que temos.
André Ortega
27/12/2010
escondido, por nós mesmos, encoberto.
Mas não há outra forma de sentir
senão com o coração. Há que fugir
da banalidade deste deserto...
E porquê viver só por viver,
Se conhecer é mais que isso?
Para quê ambicionar fazer,
sem andar no chão que piso?
Porque a Terra roda, pequena,
E o dia que acaba, não sabemos...
Mais vale fazer valer a pena,
aquele pouco nada que temos.
André Ortega
27/12/2010
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