Pensa... para quê teres olhos e visão? Se constantemente vês com olhares alheios. Vê o mundo com os teus olhos, como tu o queres ver. Se o vires como os outros já não és tu que o vês...
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Vem, mundo!
Abri a porta ao mundo e deixei-o entrar, amortecido pela minha inconsciência que favorecia a minha acção. O consciente ficou perdido na sua própria ânsia de controlo e sede de tomar conta. Julguei que me havia esquecido do tempo que passei a sonhar, criando novos mundos e cenários, novos paradigmas, cujas personagens eram tudo aquilo que mais desejava ser, ou aquilo que mais repudiava. Sonhava com um sonho cuja minha inércia, na sua mestria para o engano e procrastinação, sentia-se no direito de me ocultar. A minha luta continua, incessante e delirante, contra mim mesmo e aquilo que não acho certo. Tenho e sinto tudo em mim. É o sabor amargo mas também delicioso de estar vivo.
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Mãe Natureza
Fala comigo...
Apesar de poucos te ouvirem,
eu farei o esforço, porque o quero.
Tu tens-me contigo...
Como tens todos os que te sentirem
e até aqueles que te cuspiram...
No seu enterro...
E quem sou eu para te invadir,
essa frescura do teu rio,
esse ar que tu transformas.
Dás-me tudo isso sem te pedir,
trazes-me a cura nesse teu frio,
levas-me a paz de outras formas...
Poucos percebem a tua importância,
outros ignoram qualquer tipo de razão...
Mas só aqueles que te conhecem a substância
poderão um dia saber quem são.
André Ortega
2/02/2012
Apesar de poucos te ouvirem,
eu farei o esforço, porque o quero.
Tu tens-me contigo...
Como tens todos os que te sentirem
e até aqueles que te cuspiram...
No seu enterro...
E quem sou eu para te invadir,
essa frescura do teu rio,
esse ar que tu transformas.
Dás-me tudo isso sem te pedir,
trazes-me a cura nesse teu frio,
levas-me a paz de outras formas...
Poucos percebem a tua importância,
outros ignoram qualquer tipo de razão...
Mas só aqueles que te conhecem a substância
poderão um dia saber quem são.
André Ortega
2/02/2012
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terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Absoluto
Não acredito em absolutos,
pois tudo é relativo...
Sendo este o único absoluto
que tenho como motivo.
Nada é absoluto,
excepto o contraste que o afirma.
E ao contrariar o próprio absoluto,
tudo se confirma.
Não existem absolutos,
e mais absoluto que isto não há.
Em cada coisa má, há coisa boa,
E em coisa boa, há coisa má.
A vida é o maior absoluto,
sem questões nem matriz.
Pois a verdade que fomos fruto
de uma árvore sem raiz.
André Ortega
18/01/2012
pois tudo é relativo...
Sendo este o único absoluto
que tenho como motivo.
Nada é absoluto,
excepto o contraste que o afirma.
E ao contrariar o próprio absoluto,
tudo se confirma.
Não existem absolutos,
e mais absoluto que isto não há.
Em cada coisa má, há coisa boa,
E em coisa boa, há coisa má.
A vida é o maior absoluto,
sem questões nem matriz.
Pois a verdade que fomos fruto
de uma árvore sem raiz.
André Ortega
18/01/2012
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terça-feira, 18 de outubro de 2011
Ilha
Ilha minha e do meu povo,
como me confortas e me ouves,
tudo o que temos é só nosso,
tudo o que é nosso, sempre houve.
E tudo o que já houve, há de haver,
se ainda aqui tivermos para o querer,
enquanto a tua praia me acolher,
cá estarei para me aquecer.
E cada passo meu se torna lento,
na lentidão que o tempo traz lentamente...
Fica só para mim este suave acento,
onde imóvel e arrepiado contemplo
este pôr-do-sol, eternamente...
André Ortega
18/10/2011
Nota: Baseado na música - http://www.youtube.com/watch?v=5AovNqx-czI
como me confortas e me ouves,
tudo o que temos é só nosso,
tudo o que é nosso, sempre houve.
E tudo o que já houve, há de haver,
se ainda aqui tivermos para o querer,
enquanto a tua praia me acolher,
cá estarei para me aquecer.
E cada passo meu se torna lento,
na lentidão que o tempo traz lentamente...
Fica só para mim este suave acento,
onde imóvel e arrepiado contemplo
este pôr-do-sol, eternamente...
André Ortega
18/10/2011
Nota: Baseado na música - http://www.youtube.com/watch?v=5AovNqx-czI
domingo, 2 de outubro de 2011
Paralelo
Para ser terra, tem de ser mar,
para ser quente, tem de ser fogo,
para haver ódio, tem de se amar,
para haver vida, tem de haver folgo...
Para haver belo, tem de haver feio,
tem de haver o falso para haver honesto,
tens de estar vazio para ficares cheio,
tem de haver palavras e tem de haver gestos.
Tem de existir o mundo, tem de existir gente,
para existir a luz, tem de haver o breu.
Tem de existir caminho para olhar em frente,
tens de existir tu para existir eu.
André Ortega
1/10/2011
para ser quente, tem de ser fogo,
para haver ódio, tem de se amar,
para haver vida, tem de haver folgo...
Para haver belo, tem de haver feio,
tem de haver o falso para haver honesto,
tens de estar vazio para ficares cheio,
tem de haver palavras e tem de haver gestos.
Tem de existir o mundo, tem de existir gente,
para existir a luz, tem de haver o breu.
Tem de existir caminho para olhar em frente,
tens de existir tu para existir eu.
André Ortega
1/10/2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Pateta
O mundo apenas conhece a superfície,
as gargalhadas altas da carcaça.
Mas como em qualquer planície,
existe um abismo profundo de desgraça.
E sendo eu dos mais patetas,
serei eu dos mais sós?
Vejo em mim tantas metas,
que receio que nenhuma fique completa...
a não ser de vazio e pó...
E eu grito no plano de fundo,
e pateto à frente jubilando.
De tanto nadar quase me afundo,
e para fugir a esse polvo profundo
eu já nem sei por onde ando.
André Ortega
10/09/2011
as gargalhadas altas da carcaça.
Mas como em qualquer planície,
existe um abismo profundo de desgraça.
E sendo eu dos mais patetas,
serei eu dos mais sós?
Vejo em mim tantas metas,
que receio que nenhuma fique completa...
a não ser de vazio e pó...
E eu grito no plano de fundo,
e pateto à frente jubilando.
De tanto nadar quase me afundo,
e para fugir a esse polvo profundo
eu já nem sei por onde ando.
André Ortega
10/09/2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Corrida
Perseguir o que nunca apanho,
tentar ter o que não tenho,
mesmo sem eu querer.
Há algo que me força e empurra
a correr a estrada mais escura,
apenas pelo prazer de o fazer.
E o meu pulmão vai aguentando,
o ritmo cardíaco vai aumentando,
mas parar, eu já não posso...
Por isso, continuo na cavalgada,
deste caminho sem chegada
que na minha frente deitou-se...
André Ortega
2/09/2011
tentar ter o que não tenho,
mesmo sem eu querer.
Há algo que me força e empurra
a correr a estrada mais escura,
apenas pelo prazer de o fazer.
E o meu pulmão vai aguentando,
o ritmo cardíaco vai aumentando,
mas parar, eu já não posso...
Por isso, continuo na cavalgada,
deste caminho sem chegada
que na minha frente deitou-se...
André Ortega
2/09/2011
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